Fragmento 83
Não havia mais nada que eu pudesse fazer naqueles dias estranhos. Em uma manhã tímida de inverno, meu corpo ficou estirado por algumas horas perdidas em um descampado à procura de algum sentido na vida. Mas, à noite, todas as estrelas que se mantinham ofuscantes em um céu limpo me fizeram acreditar que eu poderia voar entre elas; e quando eu abrisse os olhos, eu descobriria que pairava em meio a um oceano de águas límpidas e plácidas, repletas de corpos mágicos incandescentes. Eu sentia uma paz enorme invadir o meu peito e um branco cintilante tomar conta da minha mente durante algum tempo [...].
Alecto Grego